Paz de Cristo. Grossos/RN,
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ESTUDO PARA PREGADOR INICIANTE

(1ª PARTE) ESTUDO PARA PREGADOR INICIANTE

MISSÃO EVANGÉLICA PENTECOSTAL DO BRASIL GROSSOS/RN
CURSO INTENSIVO PARA PREGADOR
(Ec. 7.27)


I - INTRODUÇÃO:

                        O que me motivou a realizar este trabalho foi à  razão de existirem no  meio evangélico tantos irmãos que louvam ao Senhor, e tão poucos que se dedicam a pregação da Palavra. A pregação é um ministério cada vez mais escasso, pois requer do crente muita leitura, meditação, informação, unção (com isso não quero menosprezar o tão excelente ministério do louvor, que também é de igual importância).
                        A velha máxima que diz “quem muito fala muito erra” parece que tem inibido os pretensos candidatos a pregadores, e as igrejas não têm feito muita coisa para superar esta dificuldade.
                        Portanto, em nome de Jesus, me proponho a discutir com os irmãos, e colocar ao alcance de todos, o POUCO que Deus tem me ensinado, pela sua infinita misericórdia.

APLICAÇÃO DO MÓDULO I

II - A PREGAÇÃO:
                        Aqui daremos cinco fundamentos básicos para uma mensagem eficaz, que venha a surtir efeito no coração daqueles que estão atentos a sua pregação:
  1. Deve ser explanada a luz das Sagradas Escrituras: uma pregação sem retoques ou meio termo é o que estamos precisando no nosso meio. Para o pregador não importa se na platéia temos pessoas humildes ou da alta sociedade. Importa falar sobre o pecado e as suas conseqüências morais, sociais, políticas e espirituais (Jó.34.19).
  2. Linguagem acessível: No tocante à linguagem, precisamos sim prestar atenção de como é composta a nossa platéia. Por isso temos de ter muito cuidado com a escala de pregadores. Para pessoas mais esclarecidas, o pregador (dentro das suas possibilidades) pode usar uma linguagem mais apurada, ilustrar fazendo uso do conhecimento sistemático, informações veiculadas em âmbito nacional e mundial. Entretanto, para pessoas menos esclarecidas, buscar textos de fácil compreensão, com exemplos do próprio cotidiano (I Co.14.19; I Co.9.22,23).
  3. O Conhecimento: o pregador deve ter a clareza que provém do alto, não sendo dado pela posição social, grau de instrução ou tempo de serviços prestados ao evangelho (I Co. 15.38).
  4. O centro da pregação: Jesus Cristo e a inigualável obra do Calvário (I Co.1.23,24; II Co.4.5)
  5. Não entrar em contendas: ser sábio quanto ao trato. Nunca usar o evangelho para disputar conhecimento ou engrandecimento próprio. Usá-lo com mansidão, nunca entrar em discussões tolas que não edificam o reino de Deus (I Tm6.11; II Tm.2.25). Neste ponto, queremos destacar a delicada questão DENOMINACIONAL que tem sido a mola mestra da divisão do reino de Deus (Lc.11.17). Os “Crentes” se esquecem que Cristo é o centro da nossa atenção, e prendem-se a uma denominação, tendo-a como o caminho que conduz aos céus e como centro da Verdade que pode conduzi-los a vida. O Senhor Jesus nos afirmou ser o caminho, a verdade e a vida (Jo.14.6), e quando nos esquecemos deste preceito, nos aproximamos das seitas que afirmam ser a única religião verdadeira. 
APLICAÇÃO DO MÓDULO II
Por Marcos Bizerra
III – COMO PREGAR:
  1. A pregação deve estar em sintonia com a realidade social, econômica, política e  espiritual dos que estão a lhe escutar. Não adianta falar sobre coisas que a platéia não conhece, não sente e não tem o menor interesse. Por isso, constitui-se um grande desafio contextuar – ou seja, trazer para os nossos dias – as verdades e os ensinamentos contidos na Bíblia.  Mesmo sendo textos escritos muitos deles que retratam situações vividas a mais de  seis mil anos, todos contém ensinamentos importantes para os nossos dias (Is.40.8).
  2. Deixe o Espírito Santo fazer a obra. Não se preocupe, pois não serão os seus esforços, a sua eloqüência que convencerá o pecador (Jo.16.8). Muitos são os que fazem do púlpito um lugar de espetáculo (pulam, gritam, gesticulam...), usando artifícios que muitas vezes não provém do Espírito Santo... tudo em vão.
Para você que tem iniciado no ministério da pregação, gostaria de dizer-lhe que no princípio da minha vida cristã, muito me preocupava se a igreja seria avivada com minha pregação, se haveria conversões de almas, se a igreja receberia a mensagem, etc. Logo descobri que estas preocupações são inúteis, pois somos chamados a pregar; entretanto é o Santo Espírito que unge a mensagem, que aviva a igreja, que converte o pecador. Entregue a mensagem simplesmente e deixe por conta do Espírito Santo.

IV – A PREGAÇÃO NA PRÁTICA:
                               A Bíblia se explica por si só. Então quando pregamos, encontramos dentro da própria Bíblia subsídios que possibilitam fazer uma boa pregação. ATENÇÃO: conhecer as Escriturar e fundamental para podermos falar das verdades de Deus. Quanto mais a conhecemos, mais temos segurança nas nossas pregações.


ELEMENTOS DA PREGAÇÃO:
                               Não quero apresentar regras infalíveis nem modelos prontos. Simplesmente, falar daquilo que tenho adquirido na prática no pouco tempo que tenho de crente, na companhia de irmãos mais experientes, esperando que de algum modo possa contribuir para o nosso crescimento no campo da pregação.
  1. ORAÇÃO. Ore a Deus antes de começar a preparar a pregação, quando estiver preparando e quando concluir. Importante: antes de começar a pregar, ore pedindo a unção do Espírito Santo.
  2. O TEMA: antes de tudo, é bom que a pregação tenha um tema. Facilita no momento de elaborá-la. Dá uma direção. Quando for pregar anuncie com clareza  o tema a ser explorado para aguçar a curiosidade dos que ouvem. Procure temas que desperte a curiosidade tais como: As Três Coisas que Deus não Conhece,   Aparentes contradições da Natureza de Cristo, Coisas que o Homem não pode Fazer, Aonde Deus Habita, Três  Segredos da Oração que Traz a Resposta de Deus, Quanto Ganhamos para Servir a Cristo, Quando o Homem se Lembra do que Deus Esqueceu... (estes temas estão a sua disposição, com esboços prontos. Caso você se interesse, entre em contato conosco).
  3. TEXTO BÁSICO: uso de passagem(ns) bíblica(s) para fundamentar a mensagem ou estudo que nos propomos a preparar.
  4. O ESBOÇO:  trabalhamos com duas formas simples de esboço:
 a) Expositivo: usando um mesmo texto,   extraímos lições de comportamento moral, ético, social, religioso... fazendo uma ponte entre o texto em questão e o contexto atual.


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